quarta-feira, 25 de abril de 2012

Maria Antonieta ( Figurino )

Por: Thiago Montenegro

Marie Antoinette (2006)

Direção: Sofia Coppola

Com: Kirsten Dunst, Jason Schwartzman, Judy Davis, Molly Shannon, Rose Byrne

Figurinista Milena Canonero
Sinopse: O filme narra a vida e as atitudes indiferentes da jovem rainha da França, contado sob o ponto de vista da própria. Maria Antonieta,  mexeu com o mundo da moda. 
Milena usou tons pastéis em tudo que pode, inclusive nas perucas, e criou um outro personagem para o filme, o próprio figurino, que nos seduz em cada fase de vida da rainha mostrada na tela.
De princesa entediada e deslocada (tons azulados e rosados), passando por rainha frívola e festeira (cores claras e quentes), até mãe sofrida e nobre decadente (tonalidades escuras e acinzentadas). 
O filme gerou uma enxurrada de editoriais de moda inspirados na rainha teen, além de torná-la adorada pelos fashionistas séculos depois de sua morte . 



 



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MARIE ANTOINETTE




Maria Antonieta achou que a criação de um estilo arrojado, seria um jeito de firmar sua posição perante uma corte estrangeira, cheia de tradições.

 Sendo assim, ela se tornou a mulher mais bem vestida, maquiada e penteada de seu tempo.
Os figurinos de Milena Canonero são uma prova dessa posição.

 Cada vestido da rainha consumiu aproximadamente 15 metros de tecido

 A estilista resolveu substituir camadas e camadas de renda por apliques e babados de organza e tule. Ela também evitou carregar muito nas jóias de época.

 O figurino do filme é tão opulento quanto a própria rainha, que tinha um orçamento anual equivalente a 3,6 milhões de dólares em moeda atual, apenas para compra de roupas.

 Milena usou tons pasteis de rosa, verde oliva, amarelo, marfim, azul, lavanda e coral, todos feitos em tule, organza, tafetá, seda, musselina e linho.



 Durante muito tempo, Maria Antonieta foi aplaudida e imitada, não só pelas mulheres da nobreza, mas pela população feminina em geral.
 
 No filme, a rainha, suas damas e seus fidalgos desfilam uma infinidade de roupas, sapatos e penteados elaborados.

 Manolo Blahnik, o sapateiro das estrelas, criou vinte modelos para o filme, dos quais cinco chegaram às lojas.

 Sabe aqueles penteados-esculturas que a rainha usava? Pois é, eles chamavam-se poufs, e se tornaram símbolos de sua era. 
Funcionavam da seguinte forma: o cabeleireiro montava uma estrutura de arame recoberta de lã, tecido, crina de cavalo e gaze, prendendo na cabeça e disfarçando com cabelo emprestado da madame, depois firmava à custa de pomada e talco. Por cima disso vinha o tema. 
O mais conhecido de Maria Antonieta foi o pouf à l'independence (um navio com suas quatro velas ao vento). 


 A mudança no figurino chega na idade adulta de Maria Antonieta, quando ela enfrenta a decadência da monarquia e a morte. O cinza e preto predominam com mais simplicidade. Na verdade, uma caríssima simplicidade.

 Na época do lançamento do filme, Maria Antonieta foi tema de quatro livros, um documentário e inúmeras capas de revistas de moda, com destaque para o editorial feito pela Vogue americana.

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